Mansão de R$ 73 milhões escolhida pela família Neymar revela a nova era das residências de alto padrão, analisa Camila Pimenta

Arquiteta explica por que casas deixaram de ser apenas moradia para se tornarem espaços de experiências, convivência e permanência

A mansão escolhida pela família Neymar para receber convidados durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos, avaliada em aproximadamente R$ 73 milhões, chamou atenção pela estrutura voltada ao entretenimento, convivência e bem-estar. Mais do que uma propriedade de grandes dimensões, o imóvel reflete uma transformação que vem redefinindo a forma de morar.

Para a arquiteta Camila Pimenta, o movimento revela uma mudança importante no comportamento dos clientes e na forma como a arquitetura contemporânea vem sendo concebida.

“A casa deixou de ser apenas um endereço. Ela passou a concentrar momentos, relações e experiências. O que vemos hoje é uma arquitetura muito mais conectada ao modo de viver das pessoas.”

Cinema privativo, espaços de convivência, áreas voltadas ao lazer e ambientes desenhados para receber já fazem parte das demandas mais recorrentes em residências contemporâneas.

Segundo a arquiteta, existe uma mudança clara na escala de valores.

“Durante muito tempo, as pessoas associaram valor à metragem e à quantidade de ambientes. Hoje, o maior valor está em como esses espaços são vividos. O projeto precisa favorecer encontros, acolher diferentes gerações e criar memórias.”

Mais do que impressionar, a arquitetura passou a responder ao desejo crescente por permanência, conforto e qualidade de vida.

“A casa voltou a ser um lugar de permanência. As pessoas querem viver mais nela, receber mais, desacelerar e construir memórias. Existe uma busca por espaços que tenham significado.”

Para Camila Pimenta, o Brasil acompanha esse movimento observado em diversos mercados internacionais.

“Os projetos mais interessantes atualmente não são aqueles que se impõem pela grandiosidade, mas aqueles capazes de traduzir identidade e proporcionar experiências genuínas. A arquitetura deixou de ser apenas visual. Ela passou a ser vivida.”

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