Cardiologista explica como a reposição hormonal pode causar danos para saúde feminina

Dr. Luis Trocado destaca importância do cuidado personalizado e integrado para evitar riscos como doenças cardiovasculares

A reposição hormonal, embora muito benéfica para os sintomas da menopausa, pode trazer danos ao invés de benefícios para a saúde do coração. É o que explica o médico especialista em cardiologia e com ampla experiência em nutrologia e reposição hormonal, Dr. Luis Trocado. Ao longo da vida reprodutiva, os hormônios femininos, como o estrogênio, exercem um papel protetor sobre o sistema cardiovascular. Com a chegada da menopausa, isso se altera e a avaliação de um cardiologista é essencial antes do uso de hormônios. Entenda os detalhes na entrevista a seguir.

Com a chegada da menopausa, ocorre uma queda importante desses hormônios, o que pode levar ao aumento do colesterol LDL (“colesterol ruim”), redução do HDL (“colesterol bom”) e maior propensão ao desenvolvimento de hipertensão e doenças cardiovasculares, como infartos e AVCs.

Nessa fase, muitas mulheres procuram um tratamento de reposição hormonal para amenizar os sintomas. Dr. Luis Trocado alerta: “Quando a terapia de reposição hormonal é iniciada, pode haver um aumento temporário no risco cardiovascular e levar a eventos como trombose, infarto e embolismos. Isso ocorre porque os hormônios administrados podem induzir alterações no endotélio (revestimento interno dos vasos sanguíneos), estimulando uma resposta inflamatória inicial e possivelmente desestabilizando placas ateroscleróticas presentes. Considerando que grande parte da população tem fatores de risco como obesidade, hipertensão arterial e dislipidemia, essa avaliação é fundamental”.

Muitas mulheres iniciam o processo de reposição hormonal sem ao menos terem ido ao cardiologista uma vez na vida. Esse descuido pode ter repercussões graves. Isso porque, segundo dados do Ministério da Saúde, 30% dos óbitos no Brasil são causados por doenças cardiovasculares.

O cardiologista explica sobre como a avaliação do uso de reposição hormonal deve ser realizada. “O segredo está em saber classificar adequadamente o possível risco de cada paciente. Além dos fatores presentes em qualquer consulta como história, exame físico e exames de sangue básicos, precisamos estudar melhor o coração e os vasos sanguíneos. Porém checar o perfil lipídico (colesterol) não é suficiente. Existem outros exames específicos a serem feitos a depender da análise de risco pré-existente”, destaca Trocado.

Diferentes repositores hormonais e quando iniciar o tratamento

O médico especialista em cardiologia explica sobre os diferentes repositores hormonais: “A reposição transdérmica (via adesivos ou géis) é mais segura para o sistema cardiovascular do que a oral, especialmente em mulheres com maior risco de trombose. O uso de hormônios isomoleculares também são preferíveis em comparação com os sintéticos”

Dr. Luis Trocado ainda alerta que o período que a mulher inicia o tratamento hormonal é crucial para melhores resultados: “A ideia central é entender que o quanto antes a reposição for iniciada (tendo indicação obviamente), menor será o risco cardiovascular. Isso é muito bem documentado pelos estudos e guidelines, sendo chamado de Janela de oportunidade. Formalmente esse período compreende os 10 primeiros anos após a menopausa (e pacientes com menos de 60 anos)”

Por fim, o especialista alerta as mulheres que buscam o tratamento: “Você não precisa sofrer por anos com os sintomas que surgem. Com uma avaliação adequada e acompanhamento especializado, é possível aproveitar os benefícios da reposição hormonal minimizando os riscos, mesmo em quem já tem alguma condição cardiovascular. A chave é o cuidado personalizado e integrado”.

Populares

Wine’s Life transforma vinhos raros em uma das experiências de luxo mais exclusivas do mundo

A marca aposta em uma ideia que vem redesenhando o mercado global de luxo: o desejo deixou de estar na posse e passou para o acesso ao que é raro, histórico e impossível de repetir.

Pavimentação asfáltica não é apenas obra: é política de desenvolvimento

O interior produtivo de São Paulo gera riqueza acima da infraestrutura que recebe. Tratar pavimentação como política de desenvolvimento, e não como obra avulsa, deixou de ser pauta de engenheiro para virar pauta de competitividade, segundo Fauze Youssef Skaff, presidente da Skaff Construtora.

Inteligência Artificial Impulsiona Produtividade E Muda Cultura Corporativa No Espírito Santo

Com foco em produtividade, automação e inteligência estratégica, empresas do Espírito Santo investem em capacitações de IA para transformar equipes em operações mais ágeis, analíticas e competitivas Créditos: divulgação  O avanço da inteligência artificial nas empresas brasileiras deixou de ser uma tendência distante para se tornar uma necessidade estratégica, especialmente entre pequenos e médios negócios […]

Dra. Aryel Almeida desponta como uma força e representatividade entre mulheres do Amazonas

Médica, mãe e defensora de pautas ligadas à valorização da mulher, Aryel Almeida amplia sua presença no cenário amazonense ao unir preparo, sensibilidade social e conexão direta com as comunidades.

Como o fotógrafo Nilo Siqueira construiu valor em um mercado movido por imagem e exclusividade

Com acesso aos bastidores do futebol, do luxo e da cultura de celebridades, o fotógrafo aposta em posicionamento editorial e estratégia de marca para expandir sua presença internacionalmente