Ele explica como edentulismo se torna um gargalo de produtividade e um indicador macroeconômico
O Brasil vive um paradoxo que desafia qualquer lógica de mercado. De um lado, consolidou-se como a maior potência odontológica do planeta, abrigando mais de 426 mil cirurgiões-dentistas, um salto de 60% em apenas uma década. Do outro, enfrenta uma estatística alarmante extraída da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS): cerca de 8,9% da população adulta do país já perdeu todos os dentes, o que equivale a um exército silencioso de 14,1 milhões de pessoas desdentadas.
Esse cenário de edentulismo não é apenas um problema de saúde pública ou de estética; ele é um gargalo de produtividade e um indicador macroeconômico. Para analisar o impacto financeiro dessa realidade e como a tecnologia de elite está redefinindo o acesso e a reabilitação, Dr. Anderson Bernal, fundador do Instituto Bernal, que há 31 anos atua na fronteira da odontologia, avalia a relação entre o edentulismo e o desenvolvimento econômico do brasileiro.
“Existe uma analogia direta entre a economia e a cultura de saúde bucal de um país. O investimento mais eficiente que existe é o mais barato: a informação e a prevenção. Antigamente, não existiam técnicas tão modernas de preservação, e o destino comum era envelhecer e perder os dentes. Hoje, a prevenção baseada em hábitos simples , como a escovação correta três vezes ao dia e o uso do fio dental, é o verdadeiro segredo para a longevidade dental. A falta desse acesso básico cria uma demanda reprimida gigantesca, onde milhões de brasileiros convivem com a perda de dentes por falta de cultura preventiva, afetando sua empregabilidade, sua autoestima e sua capacidade funcional”, explica.
O Mercado Bilionário dos Implantes
O Brasil é hoje o segundo maior mercado de implantodontia do mundo, movimentando entre 800 mil e 2,5 milhões de implantes anualmente. De acordo com Dr. Anderson, a implantodontia é a segunda maior especialidade do país, com mais de 21 mil profissionais registrados.
“É um mercado forte, onde 90% dos insumos são produzidos pela própria indústria nacional de tecnologia de superfície. Porém, quando olhamos para a métrica financeira, há um abismo entre quem precisa do tratamento e quem pode pagar por ele. O custo de uma reabilitação de alta complexidade ainda é um limitador para a maioria, o que sobrecarrega o sistema público e retira o indivíduo do ciclo produtivo de alta performance. Quem não consegue mastigar com eficiência não consegue absorver nutrientes de uma dieta de qualidade, gerando um efeito cascata na sua saúde sistêmica e na sua energia diária”
Humanização 3D e a Dignidade Funcional
Com um ecossistema de clínicas de ponta, altamente tecnológico, o Instituto Bernal enxerga a necessidade de um atendimento humanizado na reabilitação oral.
“No Instituto Bernal, há mais de três décadas, nós batemos na tecla de que a tecnologia serve para aproximar o tratamento da natureza e humanizar a jornada do paciente. Em nossa clínica multidisciplinar, realizamos desde implantes unitários até os chamados “protocolos múltiplos”, que funcionam como próteses parafusadas sobre os pinos de titânio”.
Para o Instituto, o objetivo final do fluxo digital 3D e da engenharia tecidual não é ostentar maquinário; é devolver a dignidade funcional ao paciente. “Em termos práticos: é fazer com que a pessoa volte a ter a segurança de morder uma maçã com dignidade. Unimos a máxima precisão cirúrgica ao acolhimento humano, porque entendemos que reabilitar uma boca é devolver o indivíduo para o futuro dele”, destaca Bernal.
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