Diplomata Civil Humanitário: reconhecimento internacional a José Roberto Marques recoloca o desenvolvimento humano no centro do debate social

Em um mercado de trabalho pressionado por transformações tecnológicas, esgotamento emocional e desigualdade no acesso à qualificação, o desenvolvimento humano voltou a ocupar espaço no centro do debate. O movimento não é apenas retórico. O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta que empatia, escuta ativa, inteligência emocional e aprendizagem contínua seguem entre as competências mais relevantes para a adaptação profissional nos próximos anos. Já a OCDE alerta que o acesso desigual ao desenvolvimento de habilidades limita o potencial de milhões de pessoas e freia o desempenho econômico. 

É nesse contexto que o brasileiro José Roberto Marques, fundador do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), foi reconhecido com o título de Diplomata Civil Humanitário, concedido pela Jethro International. O reconhecimento projeta uma leitura mais ampla sobre sua trajetória: a de um empresário e educador que construiu escala em desenvolvimento humano e passou a ser associado, internacionalmente, a uma agenda de impacto social. 

Segundo a própria Jethro, a Diplomacia Civil Humanitária é voltada à atuação de civis em iniciativas e projetos sociais, mediação comunitária e cooperação entre setores da sociedade, com base em princípios como humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência. A organização afirma manter presença em mais de 100 países. Mais do que um título honorífico, a condecoração ganha relevância por dialogar com uma questão contemporânea: quem consegue ampliar o acesso a ferramentas de desenvolvimento pessoal e profissional em um ambiente marcado por assimetrias de oportunidade. 

A própria OCDE tem destacado que diferenças de origem social, educação e acesso à formação moldam quem desenvolve e utiliza as habilidades mais valorizadas no século 21. Nessa leitura, democratizar competências socioemocionais, repertório de liderança e autoconhecimento deixa de ser apenas um produto de mercado e passa a tocar uma dimensão de inclusão.  

Fundado em 2007, o IBC se apresenta como uma das maiores plataformas brasileiras de desenvolvimento pessoal, profissional e empresarial. Em seu site institucional, a organização informa ter alcançado mais de 5,5 milhões de pessoas, manter parceria com a Ohio University, ter tido José Roberto Marques como palestrante convidado em Harvard em duas ocasiões e reunir resultados validados em pesquisa da UFRJ. Em outra página do grupo, o alcance é descrito como superior a 5,7 milhões de pessoas em 40 países. 

“Receber o título de Diplomata Civil Humanitário é, para mim, a confirmação de que o caminho que escolhi, democratizar o acesso ao desenvolvimento humano, tem impacto real. Não se trata de reconhecimento pessoal. Se trata de validação de uma causa: inteligência emocional não pode ser privilégio de poucos”, afirma José Roberto Marques.

A dimensão social dessa atuação, segundo informações do grupo, também se expressa na doação de mais de 200 mil ingressos para imersões presenciais de inteligência emocional e desenvolvimento humano. O dado reforça uma tese que tem ganhado força no setor: a de que organizações estruturadas sob lógica empresarial podem, ao mesmo tempo, operar em escala e direcionar parte relevante de sua capacidade para ampliar acesso à formação e transformação pessoal.

Esse ponto ajuda a explicar por que o reconhecimento da Jethro encontra ressonância além do universo do coaching e do treinamento corporativo. Em um cenário no qual empresas, governos e organizações multilaterais discutem requalificação, bem-estar e inclusão, cresce a pressão para que habilidades humanas não sejam tratadas como ativos restritos a grupos de alta renda ou a nichos executivos. O Fórum Econômico Mundial vem insistindo que o futuro do trabalho exigirá um equilíbrio maior entre competências técnicas e habilidades interpessoais, enquanto a OCDE reforça que o desenvolvimento desigual dessas competências compromete não apenas trajetórias individuais, mas também produtividade e coesão social. 

A aproximação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável também é direta. O ODS 10 da ONU trata da redução das desigualdades e inclui, entre suas metas, a promoção da inclusão social, econômica e política e a garantia de igualdade de oportunidades. Já o ODS 16 propõe sociedades mais pacíficas e inclusivas, com instituições responsáveis e eficazes. Quando uma metodologia de desenvolvimento humano se propõe a ampliar repertório emocional, fortalecer lideranças e expandir acesso a instrumentos de crescimento pessoal, ela passa a dialogar com esse campo mais amplo de inclusão e construção de ambientes sociais mais equilibrados.

“Os ODS da ONU não são apenas metas para governos. São compromissos de cada pessoa que tem capacidade de gerar impacto. Quando formamos alguém em inteligência emocional, essa pessoa transforma sua família, sua equipe, sua comunidade. Isso é redução de desigualdade na prática”, diz José Roberto Marques.

A Jethro define o Diplomata Civil Humanitário como um cidadão capacitado para agir de forma humanitária na sociedade, independentemente de ocupar cargo público, promovendo cooperação entre governos, empresas, organizações e comunidades vulneráveis. Sob essa ótica, a homenagem concedida a José Roberto Marques não se limita ao reconhecimento de uma trajetória empresarial. Ela sinaliza a entrada do desenvolvimento humano em uma zona de maior relevância pública, na qual formação emocional, cidadania e impacto social começam a ser observados como partes da mesma conversa. 

“Minha missão sempre foi clara: levar desenvolvimento humano para o maior número possível de pessoas. Os 200 mil ingressos doados são só o começo. Enquanto houver alguém sem acesso a autoconhecimento e inteligência emocional, nosso trabalho não está terminado”, afirma.

Num tempo em que o mercado cobra adaptabilidade, o trabalho exige mais repertório emocional e a sociedade debate novas formas de reduzir desigualdades invisíveis, o título de Diplomata Civil Humanitário ajuda a reposicionar a trajetória de José Roberto Marques em um campo mais amplo. Não apenas o do desempenho individual, mas o da circulação mais democrática de ferramentas de desenvolvimento em escala.

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