Carnaval inclusivo: bloco As Charangueiras terá desfile “parado” e vai contar com intérprete de libras

Faltando poucos dias para As Charangueiras agitarem o pré-carnaval de BH o tradicional bloco de mães intensifica os preparativos para uma folia marcada pela inclusão. No dia 8 de fevereiro (domingo), o grupo de mulheres celebrará 12 anos de história não apenas com música, mas com uma estrutura pensada para acolher a todos. Patrocinado pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Belotur, o bloco vai trazer novidades importantes, como a presença de intérprete de Libras e a reafirmação do formato de “bloco parado”, essencial para a segurança de famílias e pessoas com mobilidade reduzida.

A decisão de manter o bloco fixo na Rua Paraíba (esquina com Antônio de Albuquerque) é uma escolha consciente para democratizar a festa. O formato estático elimina o empurra-empurra dos deslocamentos, permitindo que idosos, gestantes, cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida possam curtir a folia com tranquilidade e autonomia.

Para Ana Andrade, fundadora e diretora do bloco, a acessibilidade é um dos pilares d’ As Charangueiras. “O nosso objetivo é fazer com que um público diverso possa acompanhar e curtir a folia com total segurança. Quando optamos por ser um bloco parado, estamos dizendo para a pessoa com mobilidade reduzida ou com deficiência física: ‘aqui é o seu lugar’. Queremos que todos se sintam pertencentes à festa”, destaca

A inclusão de uma intérprete de Libras amplia esse alcance, garantindo que a comunidade surda participe ativamente da celebração. “Somos um bloco para toda a família há 12 anos, e família não exclui ninguém. A intenção é derrubar barreiras. A música conecta, e queremos que essa conexão seja plena para todos”, completa a fundadora.

Como nos anos anteriores, em que o bloco exaltou a força de personalidades icônicas como Carmen Miranda, Frida Kahlo, Clara Nunes, Madonna, Wanderléia, Ivete Sangalo, Rita Lee e Elba Ramalho, a edição de 2026 mantém a tradição de reverenciar o protagonismo da mulher, mas com uma novidade. Desta vez, o tributo não se restringe a uma única figura, mas abraça todo o movimento do sertanejo feminino. A bateria, formada exclusivamente por mães, levará para a avenida arranjos que celebram essa trajetória histórica, indo desde o pioneirismo de Roberta Miranda e a revolução de Marília Mendonça até o sucesso atual de Ana Castela.

No entanto, o repertório vai muito além do “modão”. Por receber um público com grande presença infantil, o bloco preparou uma seleção que passeia por sucessos da música brasileira, internacional e até o fenômeno do K-pop, adaptado para o ritmo da bateria. Para completar o clima lúdico, personagens icônicos marcarão presença: princesas como Moana e Elsa (Frozen) estarão na folia, interagindo com a criançada enquanto a bateria executa as trilhas sonoras dos filmes, criando uma atmosfera de conto de fadas carnavalesco.

“No começo, eram os pais que traziam as crianças para curtir com a gente. Hoje eu brinco que, muitas vezes, as crianças viraram a ‘desculpa perfeita’ para os pais se divertirem, porque o que acontece aqui é uma grande festa para todo mundo, sem distinção”, finaliza Ana Andrade.

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