Geral

Outubro Rosa além do câncer de mama: 7 dicas para cuidar da saúde e não ignorar os sinais do corpo

Compartilhar

Da endometriose à infertilidade, passando por problemas circulatórios e efeitos das canetas emagrecedoras, especialistas explicam quais cuidados podem evitar complicações

Outubro é marcado pela conscientização sobre o câncer de mama, mas também representa uma oportunidade para ampliar os cuidados com a saúde. Do diagnóstico precoce aos avanços nos tratamentos, especialistas destacam sete orientações importantes para mulheres e homens em diferentes fases da vida.

1. Conheça seu histórico familiar e previna o câncer de mama

A prevenção começa antes do aparecimento de sintomas. Conhecer o histórico familiar, manter hábitos saudáveis e realizar os exames indicados são atitudes fundamentais. Em determinados casos, testes genéticos também ajudam a identificar riscos hereditários.

Segundo a Dra. Ananda Arruda, médica, alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 podem aumentar a predisposição ao câncer de mama. Entretanto, a maioria dos casos não tem origem hereditária, o que reforça a importância do acompanhamento individualizado e da mamografia conforme a indicação médica.

2. Não normalize cólicas menstruais incapacitantes

Dores intensas durante a menstruação, desconforto pélvico e dificuldades para engravidar podem indicar endometriose. A doença ganhou visibilidade após relatos de famosas como Anitta, Larissa Manoela e Giovanna Ewbank, mas ainda pode levar anos para ser diagnosticada.

“A cirurgia robótica permite atuar com precisão na remoção das lesões, preservando estruturas importantes e buscando reduzir o impacto no organismo da mulher”, explica o Dr. Marcos Travessa, especialista no tratamento cirúrgico da endometriose por via robótica.

3. Faça do pré-natal um espaço de diálogo

O acompanhamento da gravidez vai além de exames e ultrassonografias. A gestante precisa compreender os resultados, reconhecer sinais de alerta e participar das decisões relacionadas ao parto e ao pós-parto.

Para a Dra. Alyk Vargas, médica com atuação na assistência à saúde da mulher, humanizar significa unir segurança clínica e acolhimento. Explicar procedimentos, esclarecer dúvidas e respeitar as necessidades da paciente são partes essenciais de um pré-natal de qualidade.

4. Não ignore dores e instabilidade nos joelhos

Mulheres que praticam futebol, corrida, vôlei e outras atividades físicas precisam ficar atentas a estalos dolorosos, inchaço e sensação de que o joelho falhou. Esses sintomas podem indicar lesões do ligamento cruzado anterior ou dos meniscos.

“Nem toda lesão exige cirurgia. O tratamento depende do tipo de lesão, da instabilidade e das necessidades da paciente. Preservar o menisco, sempre que possível, é importante para proteger a articulação”, destaca o Dr. Luiz Henrique Pires, ortopedista.

5. Cuide da circulação antes da chegada do verão

O aumento das temperaturas pode intensificar sintomas como inchaço, sensação de peso, dor e cansaço nas pernas. Além do desconforto, essas manifestações podem indicar alterações circulatórias que merecem avaliação.

A Dra. Janduy Gil de Sousa, cirurgiã vascular, recomenda movimentar-se ao longo do dia, manter a hidratação e praticar atividades físicas. Em casos indicados, meias de compressão e tratamentos específicos podem ajudar a controlar os sintomas.

6. Investigue a infertilidade masculina desde o início

Quando um casal enfrenta dificuldades para engravidar, a investigação deve incluir os dois parceiros. Varicocele, obesidade, tabagismo e uso de anabolizantes podem comprometer a produção de espermatozoides.

“Não faz sentido esperar meses investigando apenas a mulher para depois encaminhar o homem. A avaliação masculina precisa acontecer junto com a feminina”, explica o Dr. Yasser Omar Dalle, urologista com formação em andrologia e infertilidade masculina.

7. Atenção aos efeitos intestinais das canetas emagrecedoras

Medicamentos utilizados no tratamento da obesidade podem provocar constipação intestinal. Em alguns pacientes, o ressecamento das fezes e o esforço para evacuar favorecem o aparecimento de fissuras anais, causando dor e sangramento.

A Dra. Lorena Willers Coutinho, coloproctologista, alerta que o constrangimento não deve impedir a busca por atendimento. Existem tratamentos específicos para essas complicações, e qualquer alteração persistente precisa ser comunicada ao médico responsável.

A prevenção não deve ficar restrita às campanhas de outubro. Reconhecer os sinais do corpo, buscar orientação especializada e manter o acompanhamento adequado são atitudes essenciais para preservar a saúde e a qualidade de vida durante todo o ano.

Leia também

Por

Redação RJ

Últimas notícias